Não
conhecemos em pormenor as razões que levam a legislação a transferir a
sub-região da Lezíria do Tejo da Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo
para a do Alentejo. São certamente motivações de ordem funcional que se
prenderão com a anterior migração daquela sub-região da Comissão de Coordenação
e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo para a do Alentejo,
para que os municípios de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo,
Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém pudessem
continuar a receber apoios e verbas comunitárias.
É
claro que o mais consensual teria sido manter a marca identitária Ribatejo, mas isso perdeu-se quando, em
tempos idos, resolveram retalhá-lo por duas unidades territoriais estatísticas
(vulgo, NUTS II), parte ficou em Lisboa e Vale do Tejo e o restante no Centro.
Se
as questões financeiras indicadas não condicionarem uma decisão sobre esta
matéria, parece-nos evidente que embora existam traços comuns à região
alentejana a nossa ligação a Lisboa e ao Vale do Tejo é bem mais vincada. Para
além disso é sabido que a nossa oferta turística tradicional - e que tem que
ver, numa primeira análise, com as nossas características endógenas – é de
curta estada e dirige-se muito a quem reside na Área Metropolitana de Lisboa.
Aqueles que nos possam visitar provenientes de outras nações serão muito mais
facilmente captados se a Lezíria do Tejo integrar os roteiros turísticos de
Lisboa do que da região Alentejo, pois é sabido que Lisboa é talvez o “produto
turístico” mais vendido, a par do Algarve, naturalmente.
A
decisão de ficar no Alentejo ou de lutar pelo regresso a Lisboa e Vale do Tejo
vai exigir dos autarcas muita ponderação e algum pragmatismo, até porque o
turismo não é uma actividade económica que possa ser tratada de modo
displicente.
NOTÍCIA
DISPONÍVEL EM
Da experiência recente que tenho em lidar com as duas instituições, sinceramente, é preferivel e muito mais produtivo para o Vale do Tejo, estar incluido na Região de Turismo do Alentejo, que sempre fazem mais e tem mais projecção e peso instituicional, do que trabalhar com os da Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, que simplesmente não existem, apesar de lhes pagar os ordenados para fazerem algo para a região.
ResponderEliminarCreio que é só a Lezíria do tejo (e não o vale do tejo todo) que migra para a Região de Turismo do Alentejo. Quanto ao mais é a sua experiência, nada a contrapor... Obrigado pelo contributo.
EliminarParece um louca, mas a cima tudo é um grande disparate. Lisboa esta a menos de uma hora de salvaterra. (mercado rector da grande maioria dos turistas), por tal deve ser promovido como uma extenção de Lisboa e não do alentejo. convém olhar para o mapa e pensar um pouco antes de se fazer mais disparates.
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