segunda-feira, 25 de março de 2013

PORMENORES QUE CONTAM

Rua da Falcoaria

Escolhemos o dia de hoje para reproduzir algumas das fotos que nos têm chegado e outras que obtivemos  em diferentes locais da vila de Salvaterra de Magos, situações que não se revestem de uma importância significativa, mas são pormenores que contam e que importa resolver.

Largo dos Combatentes

Na primeira foto a situação de abatimento no passeio já se encontra sinalizada no local, ainda que continue por resolver e a foto  seguinte reflecte o início da deterioração - já com pedras de calçada soltas - duma área de passeio, junto a uma rampa para pessoas com mobilidade condicionada e defronte dum estabelecimento comercial o que aumenta a perigosidade da situação.

Bairro da Chésal

Há também sinais evidentes de degradação em alguns troços de passeio nos Bairros da Chésal e do Pinhal da Vila, entre seguramente muitas outras situações que merecerão igual referência.

R. Padre Cruz, B. Pinhal da Vila

As duas fotos seguintes mostram exemplos de pequenos arranjos urbanísticos sobre os quais se criaram expectativas de resolução, mas que nunca foram concretizadas. 


Ninguém entendeu que se tenham construído passeios até junto do edifício sede do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos e não se tenha aproveitado essa intervenção para tratar aquela envolvente. 


Outro exemplo que poucos compreendem é que de um lado deste arruamento do Bairro Pinhal da Vila existam passeios e que do lado oposto a situação continue por ser resolvida.


A última situação que relatamos é que junto à Falcoaria Real ainda possa existir um poste da rede de comunicações em madeira e, pior do que isso, que o esticador que o estabiliza esteja a atravessar o passeio, ainda mais sem que esse cabo esteja devidamente envolvido numa manga que o sinalize e que proteja as pessoas e as crianças no caso de nele embaterem. 
Ficam os pequenos reparos, talvez alguns ainda venham a ser solucionados antes das eleições!...

POUCOS SOUBERAM...


Aconteceu em Salvaterra de Magos, durante três dias - 21, 22 e 23 de Março - o Congresso Internacional de Comemoração dos 150 anos da descoberta dos Concheiros de Muge, um evento organizado pela Universidade do Algarve, patrocinado pela nossa Câmara Municipal.
Alguém soube da realização deste fórum?! E os que dele tomaram conhecimento, participaram?! Aperceberam-se da real importância da iniciativa?!...


Na última reunião de Câmara chamámos a atenção para o facto de um Congresso com dimensão internacional merecer ser melhor preparado e divulgado, pelo menos no que diz respeito ao envolvimento da comunidade local e dos que se interessam por história e arqueologia no nosso concelho. "Excluir" do Congresso - que a Câmara patrocina com 9.000 € e a oferta de uma refeição aos congressistas - os autarcas da Câmara e da Assembleia Municipais e até da freguesia onde se localizam os Concheiros (Muge) é, no mínimo, condenável. Os autarcas são os primeiros interessados na prossecução de projectos e de políticas que promovam o concelho, a sua história e os seus achados arqueológicos.


Perdeu-se mais uma oportunidade de dar dimensão nacional a uma das mais antigas estações arqueológicas do País, classificadas pelo último governo socialista como monumento nacional.
Ficou pelo menos o interesse demonstrado por muitos estudiosos, o que não é de somenos, o que acreditamos poderá vir a contribuir para que se mantenha o financiamento e o estudo daqueles Concheiros mesolíticos, que uma equipa daquela Universidade vem desenvolvendo nos últimos anos. Quem sabe se um dia isso não justificará/possibilitará a criação de uma nova rota turística?!...

domingo, 24 de março de 2013

TORRICADO VOLTA À GLÓRIA DO RIBATEJO


A Associação Rancho Folclórico da Casa do Povo da Glória do Ribatejo leva a cabo na próxima 6ª feira, dia 29 de Março, a partir das 20.30 horas, mais um evento gastronómico "Sabores da Glória - Torricado",  que nas palavras da organização é um momento que" (...) pretende valorizar os bons sabores tradicionais, neste caso, dos glorianos, oferecendo aos apreciadores a possibilidade de degustar um petisco bastante consistente, mas saudável, ao mesmo tempo, pois os seus ingredientes consistem apenas em produtos básicos, como o bacalhau, o pão, o azeite e o alho.


A iniciativa acontecerá na Casa do Povo da Glória do Ribatejo e será animada musicalmente por Pedro Melão. Já provamos este tipo de iguaria e podemos afiançar que vai valer a pena irem, nesta noite, à Glória do Ribatejo.

FALHANÇO(S) DO CAPITALISMO


Reproduzimos de seguida uma notícia que veicula o “desabafo” de um dos homens mais ricos do mundo, a propósito das dificuldades que são sentidas para encontrar quem financie os estudos de investigação de uma vacina contra a malária.
Bill gates chega a afirmar que os investidores dos países mais ricos chegam a preferir investir no combate à calvície masculina do que em prevenir uma doença que causa a morte a tanta gente em países subdesenvolvidos.
Nada de estranho, diria eu, o capital procura rentabilizar o investimento feito, e as hipóteses de o conseguir com o tratamento do cabelo é bem mais evidente do que em cuidar dos que menos podem pagar. Cabe aos Estados assegurarem através dos seus orçamentos e da redistribuição da riqueza produzida, daí a cobrança de impostos, que os investimentos na saúde “não rentáveis” se continuam a fazer, uma vez que a vida das pessoas depende deles.


O capitalismo faz com que os esforços de angariação de fundos vão para as questões triviais que incomodam os ricos, em vez de incidirem nas epidemias globais que assolam os pobres. Esta ideia foi defendida, esta semana, por Bill Gates.
Segundo o fundador da Microsoft, que falava na conferência Royal Academy of Engineering’s Global Grand Challenges Summit, a causa da malária é menosprezada em termos de financiamento, uma vez que quem tem os fundos são tipicamente homens em países ricos.
“A vacina contra a malária, em termos humanistas, é a maior necessidade. Mas não consegue nenhum financiamento”, disse ele. “A investigação da calvície masculina consegue mais financiamento do que a malária.”
Segundo a imprensa britânica, Gates acrescentou que as prioridades globais são “guiadas pelos imperativos do mercado”, defendendo que a forma de corrigir esta disparidade é resolvendo a “falha na abordagem puramente capitalista”.
As reivindicações de Gates surgiram no contexto de um discurso acerca da Bill & Melinda Gates Foundation, o seu esforço filantrópico de €28 mil milhões (R$ 72 mil milhões) que tem como objectivo concentrar iniciativas de tecnologia e inovação que cubram as necessidades dos mais pobres em todo o mundo.
Bill Gates, actualmente o homem mais rico dos Estados Unidos, não é o primeiro milionário a manifestar-se contra o capitalismo. Também Richard Branson, dono da Virgin Media Empire, proclamou a famosa frase: “O capitalismo perdeu o seu rumo”.
Warren Buffett, George Soros e George Lucas também têm apontado as falhas do sistema capitalista para a desigualdade

BIOCOMBUSTÍVEIS INSUSTENTÁVEIS


Percebemos que hajam limitações financeiras que posam condicionar o uso de soluções ambientalmente mais favoráveis, mas os governantes europeus e mundiais têm de assumir que a sustentabilidade da Terra já há muito que deixou de ser entendida como um problema local ou regional. Quando as condições para a nossa sobrevivência enquanto espécie se agravarem, findam para todos e não apenas para alguns!... A notícia que se reproduz lembra-me um título de um livro que li em criança: “Estes romanos devem estar loucos!


Hoje {dia 21-03-2013] haverá uma reunião do Conselho do Ambiente da União Europeia, em que se discutirão os biocombustíveis. Os ministros da Energia reuniram-se no passado dia 22 de fevereiro e a posição do Governo Português consistiu na rejeição dos factos científicos e a insistência numa tecnologia que emite mais emissões de carbono do que os próprios combustíveis fósseis. Num rumo crescente de insustentabilidade é necessário que os nossos governantes parem de promover a destruição dos recursos naturais na Europa e no país.

Perante as evidências científicas de que muitos biocombustíveis de facto poluem mais que os próprios combustíveis fósseis, contribuindo para uma alteração massiva da utilização dos solos agrícolas e florestais, para a desflorestação, a degradação dos solos e a redução da matéria orgânica, a escolha de muitos governos europeus, entre os quais o português, é olhar para o outro lado e insistir em práticas nocivas no apoio à indústria subsidio-dependente dos biocombustíveis.
A posição da Comissão Europeia perante estes factos é fraca, pedindo que se limite o biodiesel e o bioetanol a 5% do total dos combustíveis utilizados para os transportes, que se utilizem crescentemente resíduos e não culturas para produzir biocombustíves e que se introduzam os fatores ILUC (alterações indiretas do uso de solos) para se poderem contabilizar as verdadeiras emissões de carbono associadas aos biocombustíveis. Mas mesmo esta posição é rejeitada de forma irresponsável por vários países, entre eles Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Os governantes da Europa, de forma insustentável, insistem em estratégias falhadas e destrutivas, sendo este mais um exemplo desta realidade .
O objetivo anterior, presente na Diretiva das Energias Renováveis, de incorporar 10% de energias renováveis no setor dos transportes até 2020 não tinha em conta os estudos concludentes de que a utilização dos biocombustíveis, quando tem em conta as suas verdadeiras emissões, aumenta as emissões e tem impactos severos na segurança alimentar e na utilização dos solos.
Estes governos que se opõem às restrições aos biocombustíveis utilizam a desculpa do desconhecimento dos estudos e falta de certezas dos mesmos, mas foi a própria Comissão Europeia que avançou com as propostas com base nos estudos que confirmam o caráter destrutivo das práticas que têm produzido os biocombustíveis.
Numa altura em que muito se fala em Portugal sobre desenvolvimento do potencial agrícola, com a utilização de más práticas e a insistência em irrigação sem qualidade, a posição do governo perante mais este tema revela a insistência no curto prazo e na insustentabilidade para as gerações futuras como guias das políticas do ministério, que comprometem o potencial ambiental, florestal e agrícola, a segurança alimentar e a diversidade biológica do país.

sábado, 23 de março de 2013

CATÁSTROFES NATURAIS AMEAÇAM O PLANETA


Talvez fosse tempo dos dirigentes políticos mundiais colocarem na agenda das suas prioridades a problemática do aquecimento global, em vez de a transferir para figuras de segundo plano que independentemente da boa vontade que possam ter, acabam por não “decidir”, por não conseguir implicar os Estados que representam em compromissos duradouros.
Se outras razões não houvesse, -e há, entre as quais a nossa sobrevivência, enquanto espécie, na Terra – talvez possam ver o problema pelo lado dos custos, um furacão sai muito caro, multiplicar esse encargo n vezes é certamente desaconselhável para qualquer economia!...


"Se a temperatura aumentar um grau, a frequência dos furacões extremos  vai aumentar entre três a quatro vezes, e se o clima do planeta se tornar  dois graus mais quente, o número destes fenómenos será dez vezes maior",  previu Aslak Grinsted, do Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhaga.
"Isto significa que vai haver um furacão do tipo do 'Katrina' de dois  em dois anos", em vez de vinte em vinte anos, como até agora, sustentou.
Investigações anteriores tinham já constatado a ligação entre a frequência  das tempestades tropicais e os furacões com o aquecimento global.  
O furacão "Katrina", classificado com nível 5, relativo a ventos com  280 quilómetros horários, devastou Nova Orleães em 2005, tendo sido o desastre  natural mais caro da história dos EUA, bem como o quinto mais mortal.  
"O nosso modelo indica que um aquecimento em apenas 0,4 graus corresponde  à duplicação da frequência de furacões como o Katrina", especificou o cientista.
O estudo foi publicado nas Atas da Academia Americana da Ciência ("Proceedings  of the National Academy of Science"). 
Lusa  

SEM PRECEDENTES...


A notícia que abaixo se publica, a confirmar-se no terreno, seria um importante impulso na contenção do CO2 (dióxido de carbono), um dos gases que mais contribui para o efeito de estufa que nos vai empurrando para um aquecimento global que, até hoje, não temos conseguido travar.
Vamos continuar a estar atentos a este tema, pois a Terra é o único planeta onde podemos viver e gostaríamos de o transmitir às gerações que nos sucedem em condições de habitabilidade e sustentabilidade mas, lamentavelmente, vai ser muito difícil atingir este objectivo!...


A captura de carbono é uma das muitas soluções propostas para controlar as emissões de CO2. Mas, até agora, os métodos utilizados requeriam uma grande quantidade de energia para libertar o carbono capturado, a partir do material de apreensão, para o armazenamento. Investigadores acabaram de anunciar uma alternativa mais eficiente em termos energéticos, mais barata e feita de materiais reutilizáveis.
No centro da descoberta está um cristal chamado SIFSIX-1-Cu, cujos átomos formam uma rede tridimensional, com furos que aprisionam o CO2 mas permitem que outras moléculas o atravessem. Os materiais porosos são feitos de uma mistura de elementos químicos orgânicos e inorgânicos na construção de uma classe conhecida como Materiais Metal-Orgânicos (MOM).
Uma das características do material que aumenta a hipótese da aplicação no mundo real é a sua eficácia na presença de vapor de água. Isto oferece vantagens em relação a outros métodos, em que o vapor de água normalmente interfere com a captura de CO2.
Os investigadores afirmam que o novo material tem o potencial de melhorar a eficiência do processo de limpeza e de permitir menores gastos de energia.
O material poderá ser usado na captura do carbono emitido por fábricas movidas a carvão, na purificação de metano em poços de gás natural e no avanço da tecnologia de carvão limpo.
“Eu odeio usar a expressão sem precedentes, mas estamos perante algo sem precedentes”, disse Mike Zaworotko, professor de Química na Universidade do Sul da Flórida.
Para confirmar a descoberta, os investigadores realizaram simulações em supercomputadores de vários centros de pesquisa. Estes incluíram testes no Blacklight, um computador com larga capacidade de memória partilhada que simula o comportamento de um pequeno número de moléculas de gás entre si e com os MOM.