segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A LOTARIA DA VIDA


É do senso comum que a qualidade de vida que podemos vir a ter depende em grande medida do país onde vivemos e nascemos. Nos lugares de topo do estudo que seguidamente noticiamos surgem países como a Suiça, a Austrália, três dos países escandinavos, Singapura, Nova Zelância e, entre outros, a Holanda.


Neste estudo, como veremos adiante, entram variáveis como o PIB, nível de alfabetização, a esperança e a qualidade de vida.

A Suíça, com 8 milhões de habitantes, é o melhor lugar para se nascer este ano em todo o mundo, tendo em conta 11 indicadores socioeconómicos, como nível de alfabetização da população, expectativa de vida, PIB, respeito pelos direitos humanos e nível de vida, revela um estudo feito pela revista The Economist designado de «Lotaria da Vida». Portugal ocupa a 30ª posição no ranking.

 De acordo com o estudo, a Nigéria é o pior lugar onde uma pessoa poderia vir ao mundo em 2013. Os Estados Unidos, que lideravam o ranking num estudo semelhante em 1988, dividem agora a 16ª posição com a Alemanha.
Atrás da Suíça, que subiu 12 posições desde o último levantamento, está a Austrália em segundo lugar, seguida pela Noruega, Suécia, Dinamarca, Singapura, Nova Zelândia, Holanda, Canadá e Hong Kong. O Brasil ocupa a 37ª posição.
Países com pequenas economias dominam as 10 primeiras posições ranking, e metade destes são europeus, mas apenas um faz parte da zona euro, a Holanda, que ocupa o oitavo lugar.
Assolados por uma grave crise económica, a Espanha encontra-se em 28º lugar, Portugal em 30º e a Grécia em 34º.
A  The Economist afirmou que o estudo é «sério» e que cada vez mais o local de nascimento terá um maior peso no futuro dos indivíduos. «A pesquisa tenta avaliar quais os países que oferecem as melhores oportunidades para uma vida próspera e saudável nos anos que vindouros», afirma.

domingo, 6 de janeiro de 2013

88º ANIVERSÁRIO DO SALVATERRENSE


Esta é a idade que hoje o Clube Desportivo Salvaterrense celebra. Com efeito o Dia de Reis é o dia da fundação de uma das mais antigas colectividades do concelho de Salvaterra de Magos.

Equipa do Clube Desportivo Salvaterrense - CDS (1947)

Fundado a 6 de janeiro de 1925 esta associação desportiva tem a sua história disponível em http://literaturasobresalvaterra.blogs.sapo.pt/932.html, um excelente trabalho de recolha de memórias e de informação levado a cabo por José Rodrigues Gameiro.


O símbolo desta associação desportiva inclui, ao centro, uma estrela, a que não é alheio o facto de o clube, antecessor do Salvaterrense, ser o Estrela Futebol Clube, agremiação que resultara já da fusão de duas outras O Operário e O Rural

UMA RESISTÊNCIA MILENAR


A notícia que seguidamente se publica demonstra bem que nem sempre o que julgamos mais frágil o é de facto. Imaginar que existem pontes de madeira com 1.000 anos que resistem sem problemas, quando algumas, bem mais recentes, em cantaria de pedra ou em betão já apresentam inúmeras patologias e/ou deficiências estruturais faz-nos certamente reflectir. Creio que a “lição” essencial que podemos retirar é que a qualidade da manutenção/conservação é que faz toda a diferença!...


É caso para dizer: já não se fazem pontes assim. A China tem milhares de pontes de madeira com mais de 1.000 anos e que continuam a ser utilizadas todos os dias, demonstrando que os homens e mulheres que as construíram eram excelentes artesãos e engenheiros.
Segundo explica o Daily Mail, o conhecimento necessário para a manutenção destas pontes sustentáveis foi passado de pai para filho, ao longo dos anos, mantendo-se ainda nas regiões rurais onde elas ainda persistem.
As pontes encontram-se suspensas entre dois pontos recheados de verde e árvores. A madeira mantém-se segura, apesar dos anos, sendo que a construção está funcional e é utilizada diariamente nas províncias de Fuijan e Zhejiang, na costa sudeste chinesa.
As pontes, verdadeiras obras-primas arquitectónicas, são consideradas monumentos pela República Popular da China. Nos últimos anos, devido à rápida urbanização, a construção das pontes de madeira tem decrescido, mas ainda há poucos anos ela era incentivada.

sábado, 5 de janeiro de 2013

ANO DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE JOÃO VILLARET


João Henrique Pereira Villaret, actor e encenador português, nasceu em Lisboa a 10 de Maio de 1913 e faleceu com quarenta e sete anos de idade, a 21 de Janeiro de 1961. Mas é a sua faceta de declamador que hoje recordamos, precisamente no início do ano em que se assinala o centenário do seu nascimento.


Para os que, como nós, querem ouvir mais recomendo "Procissão" em http://youtu.be/YsDJBCLWvdo, "Quadras populares" em http://youtu.be/Emth8nffYQk e, por fim, "Sinfonia do Ribatejo" em http://youtu.be/vT8u1BtrtKA
Uma personagem que ficou na história do nosso País e cujo trabalho continuamos a ver e a ouvir com muito prazer!...

DESFLORESTAÇÃO UM PROBLEMA QUE EXTRAVASA AS FRONTEIRAS DO BRASIL


A desflorestação da Amazónia prossegue a um ritmo (e com ma dimensão) que só nos pode preocupar a todos. A notícia que seguidamente se publica dá-nos conta do acréscimo - de um ano para o outro - de cerca 1.200 Km2 de área desflorestada, sensivelmente 5 vezes o teritório do concelho de Salvaterra de Magos (em apenas 365 dias).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

JF DE MARINHAIS VAI PODER CONTINUAR A LIMPAR AS FOSSAS DOS SEUS FREGUESES


Demos aqui pública nota da preocupação do executivo da Junta de Freguesia de Marinhais por a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos lhe ter retirado, durante um ano, a comparticipação mensal de 3.000€ que fazia àquela autarquia e que ajudava a suportar as despesas da Junta de Freguesia com a recolha e o transporte dos esgotos retirados das fossas dos residentes em Marinhais que não dispõem, ainda, de rede pública de colectores. 
Esta comparticipação mensal era ainda utilizada para custear o funcionário da Junta de Freguesia que trabalha no Pavilhão Desportivo da Câmara Municipal que fica naquela freguesia. Com esta verba - que já vem do mandato anterior da junta de freguesia , na altura, liderado pelo Bloco de Esquerda - a Junta de Freguesia de Marinhais foi ajudando a Câmara Municipal na recolha de resíduos sólidos designadamente de "monos", mobiliários, detritos vegetais e todo o tipo de lixos que são "abandonados", indevidamente, junto aos contentores do lixo.
Este corte injusto, decidido unilateralmente, e não fundamentado, levou o executivo da Junta a ter de anunciar que não conseguia manter a limpeza das fossas - uma competência que é da Câmara Municipal - a partir deste mês. Felizmente a Câmara Municipal reviu, em parte, a sua posição e decidiu pagar 14.000€ dos 36.000€ que, em 2012, aquela Junta de Freguesia devia ter recebido pelo exercício de funções que legalmente estão atribuídas à Câmara Municipal.
A notícia que seguidamente se publica dá nota destes factos e refere ainda que em 2013 a verba que a Câmara atribuirá à Junta de Freguesia de Marinhais foi encurtada em 33%, pois passou de 3.000€ para 2.000€/mensais, o que representa um corte/ano de mais 12.000€, que acrescem aos 22.000€ retirados no ano que agora terminou.

NOTÍCIA DISPONÍVEL EM

A Junta de Freguesia de Marinhais vai continuar a prestar o serviço de limpeza de fossas aos munícipes depois de a Câmara de Salvaterra de Magos se ter comprometido a transferir novamente uma verba mensal que este ano cortou sem dar explicações. A presidente da junta, Fátima Gregório (PS), viu-se privada dos 36 mil euros anuais que vinham da autarquia, mas depois de O MIRANTE ter noticiado a situação, a presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro (BE), voltou atrás e já transferiu este ano 14 mil euros . “É menos de metade do que recebíamos, mas é melhor do que nada e percebemos que a câmara também passa por dificuldades como todos nós”, lamentou Fátima Gregório na assembleia de freguesia que se realizou na quinta-feira, 27 de Dezembro. A junta vai agora passar a receber cerca de 2000 euros mensais, em vez dos 3000 euros que recebia para realizar uma serviço. Recorde-se que por dia por dia, a junta chega a limpar oito fossas já que só praticamente o centro de Marinhais é que possui sistema de saneamento básico. Em média uma pessoa paga perto de 25 euros por duas descargas mensais. A área extensa da freguesia aumenta as despesas com o gasóleo que chega aos 1500 euros mensais. Como se isso não bastasse, o tractor tem ainda de percorrer mais quilómetros para ir à Glória do Ribatejo realizar as descargas num colector da Águas do Ribatejo. Os munícipes pagam uma valor muito baixo por este serviço que não chega sequer para custear o gasóleo.

ÁGUAS DO RIBATEJO INVESTE EM ESGOTOS NO N/ CONCELHO


Autarcas socialistas reuniram com o director-geral da empresa Águas do Ribatejo afim de tomarem conhecimento dos investimentos agendados para o concelho de Salvaterra de Magos  e de simultaneamente fazerem chegar algumas das preocupações que no dia-a-dia lhes vão chegando sobre opções tomadas e sobre o evoluir dos trabalhos.


Em relação à ampliação das redes de esgotos domésticos em curso em Marinhais, a empresa informou que a obra ronda 1 milhão de euros e que vai estar concluída no decurso do 1º semestre deste ano. Esta intervenção permitirá colocar a funcionar os esgotos da Rua do Furo, da Rua João Caetano Lopes, Travessa dos Saraivas e também os esgotos a colocar na Rua do Mercado, os quais serão conduzidos, por bombagem, para a Estrada Militar.
Há também obras na Rua Vale do Cilhão, Rua dos Félix, Rua da Caseta, Rua Pinhal da Casa, Rua Custódio Russo, Rua de Magos, Rua dos Vilelas, Rua dos Abelhas, Rua D. Pedro I, Rua do Julião, Ria da Lagoa, Rua José Ventura, Rua das Nogueiras, etc. Infelizmente não vai ser colocada rede de esgoto na extensão total de todos estes arruamentos. 
Questionado pela Presidente da Junta de Freguesia de Marinhais, Fátima Gregório, sobre os motivos porque não ficam a funcionar os esgotos da Rua das Noras e porque o projecto não se estende a toda a Rua da Lagoa e Rua da Estação, entre outras, a justificação indicada foi a falta de meios financeiros, pois já não há nestas candidaturas a fundos comunitários outras verbas disponíveis. Informaram ainda que a parte do investimento que cabe à empresa é garantida, no essencial, através de empréstimos bancários cujos encargos terão de ser (e são) suportados pelos tarifários praticados por esta empresa intermunicipal.
O vereador Helder Esménio alertou para as preocupações que tem pelo facto de todas estas extensões de rede de esgotos acabarem por ser encaminhados para a rede geral já existente na EN 367, em Marinhais, a qual tem já hoje limitações muito significativas de capacidade de transporte e que, regra geral, em todos os Invernos originam a descarga de caudais em linhas de água que atravessam a vila. As ampliações em curso irão ainda agravar este fenómeno, disse. A empresa reteve a informação e avançou que uma das formas de minorar este problema, e que vai tentar implementar, é retirar alguns caudais pluviais da rede doméstica.
Depois de concluída a rede e a ETAR do Granho a empresa tem a decorrer os esgotos nos Foros de Salvaterra, numa extensão que ronda os 19 Km, colectores que servirão a Zona Central da povoação. Na Várzea Fresca - em resposta a nova pergunta daquele vereador - os esgotos começarão a funcionar no início deste ano, depois de terminadas as alterações/correcções à ETAR, de algum modo impostas pela proximidade à albufeira da Barragem de Magos e após (finalmente) a EDP assegurar o necessário fornecimento de energia eléctrica.
Os dois autarcas socialistas presentes solicitaram ainda lhes fosse enviado - o que se aguarda - nota técnica com os trabalhos que estão já projectados ou estudados para continuar a dotar Marinhais e Foros de Salvaterra de mais redes de esgotos, intervenções que, no entanto, aguardarão a melhor oportunidade de financiamento. Esta solicitação tem ainda como fundamento tomar conhecimento atempado de novas fases da instalação daquele tipo de infraestruturas subterrâneas para, sempre que tal se justifique, tentar projectar e executar, em paralelo, redes pluviais (uma responsabilidade que se mantém na Câmara Municipal), evitando assim desperdiçar dinheiros públicos abrindo e fechando por duas vezes os arruamentos públicos.
Por fim solicitaram ainda aqueles autarcas que a empresa insistisse junto dos empreiteiros para que logo após a concretização das redes de esgotos garantissem a reposição dos pavimentos afectados, pois são várias as queixas que nos chegam dos munícipes, também clientes da empresa, ainda mais quando se aproxima a época das chuvas.

[Em próximo post falaremos dos investimentos nos sistemas de abastecimento de água concelhios]