A localização escolhida (ou autorizada) pela Câmara Municipal para a empresa Águas do Ribatejo implantar a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Várzea Fresca, não aparenta ser a mais feliz, nem a mais inócua.
De facto o projecto inicial já previa para aquele local a ETAR embora não definisse qual a solução técnica adequada a uma Estação de Tratamento que fica tão perto de um tão bonito espelho de água. Provavelmente o ideal seria um equipamento coberto, que minimizasse o risco de ocorrerem cheiros e que causasse o menor impacto ambiental e visual possível.
Em relação a esta última preocupação - o impacto visual - já pouco ou nada de muito relevante se pode fazer, pois a obra já lá está, mas talvez o envolvimento deste espaço por uma cortina de árvores o escondesse um pouco mais!
(Ao fundo na foto é visível a água da Barragem)
Esta obra construída pela empresa intermunicipal Águas do Ribatejo, com o financiamento de fundos comunitários, está encostada à albufeira da Barragem de Magos - uma zona de lazer por excelência - e muito perto de algumas habitações da Rua da Bica.
Esperemos que o mau cheiro que acompanha muitas destas obras de tratamento de esgotos não ocorra, para não atingir aquelas residências, o que desvalorizaria muito o património das pessoas, e prejudicaria a fruição daquele lindíssimo espaço.
A população da Várzea Fresca que espera há 10 anos pela entrada em funcionamento da sua rede de esgotos, não merece que a resolução desse problema seja a origem de outros!...
Com tranquilidade vamos esperar que assim não suceda, mas o risco existe, e ele foi causado pela decisão política de ali construir uma ETAR!
Estando a rede de esgotos concluída há tantos anos, estando a ETAR também já concluída, não se percebe porque é que ainda não está a funcionar?! Calendário político?! Displicência?!